A palavra 'madrasta' não é, de forma alguma, sinônimo de má | O TEMPO (2022)

Até bem pouco tempo atrás, Mariana Camardelli, ou simplesmente Mari, centrava o foco da sua vida profissional no setor de eventos, tendo, inclusive, obtido um excelente reconhecimento no mercado. Não por outro motivo, tudo corria bem até que, um belo dia, a gaúcha foi convidada a participar do conhecido ciclo de palestras TEDx, edição Floripa, para discutir o porquê de, em pleno século XXI, a figura da madrasta ainda estar relacionada à pecha de uma mulher má. O convite não foi aleatório. Tendo se casado com um homem que já tinha dois filhos do matrimônio anterior (Augusto e Vicente), ela, apesar de completamente apaixonada pelas crianças, passou a sentir na pele o preconceito que ainda recai sobre quem assume este papel. A gota d’água aconteceu em uma festa. “Estava sentada com outras mulheres e a conversa girava em torno da alimentação de crianças. Ao dar uma opinião, ouvi, de uma das presentes, que eu não tinha como saber, por não ser (à época) mãe”, conta ela, ao Interessa.

A reação foi de estupor. “Na hora, pensei: ‘Opa! Pera! Uma boa parte do tempo deles era passada lá, com a gente. Faço comida. Então, como eu não saberia sobre alimentação? Saí de lá muito perplexa”, assume ela, que, vale dizer, cresceu tendo não só a figura da madrasta como a do padrasto, em relações absolutamente saudáveis.

O incômodo, somado ao nascimento da primeira filha, Flora, fez com que Mari se enfronhasse no universo da educação parental. E desta somatória de experiências, surgiu o perfil @somos.madrastas, no Instagram, que hoje já contabiliza mais de 48 mil seguidores, além de um podcast, de mesmo nome. Nele, ela trata de discorrer sobre o tema dando alento a outras mulheres, numa rede de sororidade. “Veja, em nenhum momento estamos falando no lugar de mães, mas, sim, de adultas que convivem com crianças de um casamento ou relação anterior do marido”, ressalta.

Dicionários, outro campo de batalha

(Video) 1 Coríntios || Bible Project Português ||

Recentemente, Mari se colocou no front de outra batalha: convencer os lexicógrafos a mudarem um dos sinônimos relacionados ao verbete “madrasta” nos dicionários - mesmo que ele venha acompanhado do esclarecimento de que aquele é o uso “pejorativo” da palavra. A argumentação de Mari é irrefutável: a maioria dos dicionários limita o sinônimo da palavra “padrasto” a “homem casado com a mãe, sem ser o pai” ou afins. Portanto, por que com as mulheres é diferente? Não só. Pesquisas apontam que a maioria de ocorrências de abuso sexual registrados foi cometida por uma pessoa de vínculo afetivos e de confiança com a vítima do sexo masculino (pais ou padrastos).

Mari diz que o primeiro argumento que usaria para justificar seu envolvimento nesta batalha está no fato de considerar a situação extremamente injusta. Seria como colocar ‘ladrão’ como sinônimo de político, quando sabemos que há pessoas que entram para a política com ótimas intenções”, compara. Um outro motivador é o fato de ela entender que se um dicionário é reflexo da sociedade, estaria na ordem do “muito errado” manter essa sinonímia. “Parece que a reivindicação está em análise por linguistas”, diz ela, sobre o retorno desta iniciativa.

Crenças sociais
Psicólogo e especialista em psicoterapia de família e casal, Rodrigo Tavares Mendonça ressalta a existência e a força de uma crença social de que o amor de mãe é o maior de todos. “Muitas pessoas repetem a frase: ‘Amor, só de mãe’, reforçando essa convicção. Inclusive, há muitas músicas com esse nome e até um filme brasileiro, dirigido por Dennison Ramalho. Essa crença certamente inferioriza o papel da madrasta, como se ela fosse incapaz de amar o enteado e, assim, incapaz de educá-lo. A consequência natural é a sua apresentação como uma madrasta má”, diz.

Mendonça ainda ressalta: “O amor de mãe não é o maior de todos ou o único verdadeiro. O amor comporta uma multiplicidade de expressões e sofre influência de infinitas variáveis.A mulher que se ocupa com trabalho, amigos e viagens, por exemplo, pode ser ou se sentir culpada por não estar completamente presente na vida do filho. A crença social sobre o amor de mãe mostra, na verdade, não o tamanho do amor de uma mãe por um filho, mas o tamanho do envolvimento dessa mãe com o filho, que comumente é excessivo. Há poucas décadas o exemplo de mãe era o da mulher cuidadora, que se dedicava integralmente para cuidar dos filhos; o marido até poderia aparecer em segundo plano, mas nunca os filhos".

O psicólogo acredita que está na hora de vermos o amor de mãe de uma forma mais realista e perceber que o amor pode ser expressado em todas as relações humanas. "E, é claro, a relação entre madrastas e enteados está incluída nessa totalidade". Ele emenda: “Cuidar e educar crianças e adolescentes ou mesmo conviver com um enteado adulto pode ser uma experiência gratificante para todos".

(Video) Filme Gospel Para a Família "Onde está meu lar" Deus me deu uma família feliz

Com vistas a diminuir preconceitos

Sobre iniciativas como as de Mari, referente à mudança nos dicionários, Rodrigo explana que, de modo geral, movimentos sociais para diminuir os preconceitos existentes na sociedade produzem sim, efeitos positivos. "Conferem visibilidade para o tema e promovem o debate público. Acredito que o movimento de diminuir o preconceito contra as madrastas possa sim, ser importante. Todavia, mais que enfatizar que as madrastas não costumam ser ruins com os enteados, acredito que se faz necessário conversar sobre as causas desse preconceito, encontrar as crenças sociais que o mantém", advoga.

Ele também considera que a formação de uma nova família pode produzir muitos medos, e, com certeza, o medo de uma não adaptação entre madrasta e enteado é um deles. "A expectativa que se tem sobre o papel das mulheres em casa pode impor uma pressão sobre as madrastas, como se elas tivessem de ser mães. O mesmo não acontece com os padrastos, que podem tranquilamente deixar a responsabilidade pela educação das crianças e adolescentes com a mãe. Inclusive as famílias costumam incentivar os homens que cuidam de seus filhos a se casarem rapidamente para terem uma mulher para cuidar deles". Essa pressão, prossegue Rodrigo Tavares Mendonça, pode limitar a vida social da madrasta, como se ela tivesse de viver para cuidar dos enteados. "Quando isso não acontece ela facilmente pode ser vista como uma madrasta má".

O estereótipo das madrastas em contos de fada é também citado por ele."As histórias infantis reforçam esse preconceito, pois é comum aparecer madrastas más nos contos de fadas e nas histórias clássicas. É possível que muitas crianças acabem crescendo com o medo de um dia terem uma madrasta como a desses contos ou dos desenhos animados", salienta.

"Madrasta também educa?"

Além do perfil e do podcast "Somos Madrastas", a educadora parental Mari Camarderlli é autora do livro“Madrasta também educa?”.Ainda sobre o despertar de seu interesse pelo tema, ela conta que, quando decidiu se aprofundar mais no tema educação, se matriculou em um curso em meio ao qual teve uma catarse". Percebi que ele era totalmetne focado na figura das mães. Eram aproximadamente 40 e tantas pessoas na sala, e a comunicação era toda 'pai', 'mãe'. Lembro que, em dado momento, comecei a chorar, e sai da sala chorando. A ministrante foi atrás de mim saber o que tinha ocorrido, e eu falei o quanto achava chocante (a ausência de alusão à figura das madrastas). E ela falou: 'tá valendo', além de ter me desafiado a fazer alguma coisa (para enfatizar a disposição das madrastas em participar de processos importantes na vida de uma criança). E ali começou meu pensamento. O irmão do meu marido, tio dos meus enteados, foi quem sugeriu que eu fizesse um perfil no Instagram, e, a partir daí, todo dia, foi crescendo o número de seguidores", comemora.

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"Jairinho"

Aos exemplos já citados, Mari acrescenta o tratamento de parte da imprensa a um certo tipo de notícia: crimes que envolvem padrastos ou madrastas, como os de Isabela Nardoni. Recentemente, Cíntia Mariano Dias está sendo investigada diante da hipótese de envenenamento de seus enteados. O caso aconteceu no Rio, e culminou com a morte de Fernanda Cabral, 22, ocorrida em março. Em maio, o outro enteado, Bruno Cabral, 16, passou mal, foi hospitalizado, mas sobreviveu. Quem levantou a hipótese de envenenamento (por chumbinho) foi o próprio filho biológico de Cíntia. Mari ressalta que, neste caso, a mulher é suspeita de ter usado o mesmo modus operandi contra um ex-namorado, ou seja, se comprovada a tese do envenenamento, após a investigação, ela não teria usado este métdo apenas contra os enteados. "Se comprovado, ela não fez isso porque é madrasta, mas porque é uma assassina". Já no caso do Henry Borel, Mari observa que o acusado da morte do menino muitas vezes não é apresentado, nas matérias, como "padrasto", mas apenas como "Jairinho".

Madrastavilhosa
Como Mari, Carol Prado criou um perfil no Instagram (@madrastavilhosa) a partir da própria vivência como madrasta de uma menina de 15 anos e de um garoto de 9. “Ano passado, estava tendo algumas dificuldades - não com meus enteados, mas diante de certas situações. Comecei a buscar perfis sobre o assunto e até fiz uma consulta com uma madrasta, e foi aí que entendi que precisava falar sobre isso e ajudar outras mulheres”. De início, o perfil visava apenas desabafos e informações, mas, também em 2021, ela obteve a certificação para atender famílias como educadora parental e está prestes a obter a de terapeuta emocional. “Então, hoje, o perfil é profissional. A finalidade é acolher e educar essas mulheres sobre o papel em suas respectivas famílias. E é muito mais fácil que elas se abram para uma outra madrasta”, entende.

Sobre a pecha que cerca esta figura, Carol frisa que as pessoas não param para pensar que o caráter e a personalidade de uma mulher já estavam lá, formados, antes de ela se tornar mãe ou madrasta. "As pessoas confundem o título com o caráter é como se elas se frustrassem por saber que uma madrasta pode sim ser boa, ser referência, ser amada e amar também, as pessoas não param para pensar que o caráter e a personalidade já estavam lá antes de uma mulher se tornar mãe ou madrasta e isso não tem como ser apagado. Não me torno uma pessoa ruim ao virar madrasta e nem santa ao ser mãe. Luto contra isso todos os dias e quero viver para ver um mundo onde esse preconceito seja mínimo”, declara.

Carol Prado conta que, atualmente, realiza atendimentos diários. "O que eu mais detecto é a falta de empoderamento dessas mulheres. Elas entram em uma relação totalmente desinformadas e acreditando que, por chegarem 'depois', não têm voz. No início, isso é até fácil de administrar, mas, conforme o tempo vai passando e o casal se casa ou se junta, pesa em muuuitos aspectos. E essa mulher que lá atrás se submeteu, acaba perdida e buscando ajuda".

(Video) Teia Literária: Escritor Ricardo Azevedo (10 de Agosto)

Missão Madrasta

À frente do perfil @missaomadrasta, a historiadora e jornalista Ariane Bocamino, madrasta de Ludgero, destaca dois pontos necessários para que uma nova configuração familiar que inclua a figura da madrasta transcorra de forma tranquila e sem prejudicar o elo mais frágil dessa cadeia. "Primeiro, é preciso que a criança seja sempre preservada no contexto da família mosaico. É um momento (a constituição de uma nova formação familiar) no qual os adultos também estão se adaptando, e eles têm suas limitações, seus desfios. Mas sempre digo que, nessa hora, os adultos precisam ser adultos para que a infância da criança seja preservada”.

Outro ponto importante é reconhecer a importância da figura da madrasta para a criança nesta nova formação familiar. “Afinal, ela vai participar do dia a dia, da educação, e vai se tornar também referência para essa criança. Então, nada mais justo que haja um reconhecimento. Mas, frise-se, um reconhecimento que parte de um lugar que não é o de usurpação do papel da mãe, ou de concorrência, mas, sim, de alguém que chega para somar, agregar”, diz Ariane.

Ariane conta que a repercussão do projeto a surpreende a cada dia. "Em um ano meio, eu já criei 25 grupos de whatsapp, para interação das madrastas, para que a gente possa conversar sobre nosso papel, desabafar sobre os desafios. São aproximadamente 300 mulheres. E eu realmente percebi que falar abertamente sobre este tema encorajou outras mulheres, a assumirem seus papéis, a falar sobre isso dentro de suas casas. Usar a palavra madrasta, que ainda é tão mal interpretada. Algumas pessoas ainda usam 'boadrasta', mas, enfim, é uma escolha de cada uma. Então, é uma realização, uma gratidão sem fim, é muito gostoso estar fazendo parte deste projeto".

Mudança de narrativa necessária

(Video) Sonhar Com Madrasta Vários Significados

Ariane falou, ainda, sobre sua percepção a partir do feedback que recebe de seu perfil. "O que eu percebo com mais frequência no perfil é realmente essa dificuldade de a gente lidar com o olhar preconceituoso da sociedade em relação ao nosso papel. Com o olhar repressor, intolerante em relação ao papel da madrasta. E a intolerância, a base dela, é a não aceitação das diferenças. Para boa parte da sociedade, o formato de família no qual a madrasta faz parte é equivocado, imoral, inadequado, então, esse conceito cristalizado que as pessoas ainda têm - porque o divórcio, no Brasil, ele também foi oficializado somente em 1977 -, esse conceito ele deságua na vilanização do papel das madrastas. E o mesmo não acontece com o papel do padrasto, que geralmenteé visto como uma pessoa gentil, um homem bom, que chegou para cuidar, para ajudar, e a madrasta, não. A madrasta é o contrário, traz este estereótipo de vilã que está enraizado nos contos de fadas, mas não somente. Essa diferença de peso da madrasta e padrasto, é um retrato de uma sociedade extremamente machista. Então, por isso é tão importante a gente verbalizar, falar abertamente sobre as famílias mosaico. Mostrar que é possível sim, ela ser cheia de amor, de afeto, de respeito, para criar essas crianças com dignidade, com tudo que uma criança merece ter na sua infância neste modelo de família. E assim, a gente vai criando uma nova narrativa, este é o meu grande sonho".

FAQs

Qual a palavra que substitui madrasta? ›

1 companheira do pai, esposa do pai, mulher do pai. Mulher má, pouco carinhosa: 2 áspera, cruel, descarinhosa, descaroável, ingrata, insensível, má, maldosa, malvada, ríspida, seca. Estes sinônimos foram úteis?

Qual a origem da palavra madrasta? ›

Embora o latim vulgar matrasta, onde fomos buscar a palavra ainda no século XIII, quisesse dizer simplesmente “nova mulher do pai”, Nascentes afirma que o termo era em sua origem um “despectivo” – uma forma depreciativa, ressentida – de mater, “mãe”.

Quando uma mulher é considerada madrasta? ›

substantivo feminino Aquela que não é a mãe biológica do ou dos filhos de seu cônjuge.

Quando se usa madrasta? ›

O substantivo feminino madrasta se refere à mulher que está casada com o pai de uma pessoa, sem ser a sua mãe, ou seja, a mulher do pai, a esposa do pai, a companheira do pai.

Quais são os direitos de uma madrasta? ›

– Tem direito ao respeito, ao tratamento com dignidade, com possibilidade de impor limites em proteção à boa formação dos enteados. – Na discordância sobre o que é ou não bom para a formação dos enteados, deixe prevalecer a decisão do genitor que tem a guarda.

O que é uma Boadrasta? ›

Modernas, atenciosas, amigas, divertidas e carinhosas, as boadrastas são a prova de que sempre cabe mais amor na casa e no coração dos pequenos!

Quando a mãe fala mal da madrasta? ›

Mas se o pai biológico ou qualquer pessoa começar a desqualificar o padrasto ou a mãe desqualificar a madrasta poderá a conduta ser encarada como ato de alienação. Sobre a relação entre afetividade e família, já decidiu o STF: STF - AG.

Qual é o papel da madrasta? ›

A madrasta exerce, sim, um papel de cuidado quando a mãe não se encontra no local. Dessa forma, nos dias de semana e finais de semana que o enteado está formalmente com o pai, a criança estará, sim, com o pai e a madrasta".

Pode casar com a madrasta? ›

521 do Código Civil. Não podem casar os afins em linha reta, que são, exemplificando: o sogro e a sogra, o padrasto e a madrasta, o enteado, a enteada.

Como lidar com a mãe do filho do seu marido? ›

Leve-a para algum lugar e explique que você não está tentando substituí-la na vida do filho dela. Boa parte do ressentimento dela pode vir do ciúme. Ela pode pensar que você está tentando roubar o papel de mãe do filho dela, segundo o terapeuta de família Ron L. Deal.

Como lidar com a madrasta? ›

Vamos às dicas:
  1. 1) Não transforme essa relação com os enteados em uma competição! ...
  2. 2) Respeite as diferenças! ...
  3. 3) Controle seu temperamento e não caia nas provocações dos enteados! ...
  4. 4) JAMAIS fale mal da mãe dos seus enteados! ...
  5. 5) Incentive uma aproximação entre o pai e as crianças! ...
  6. 6) Seja agradável, sempre!
Feb 24, 2018

Qual o grau de parentesco entre marido é esposa? ›

Como bem observa Sílvio de Salvo Venosa (2005:237): "Marido e mulher não são parentes. A relação entre os esposos é de vínculo conjugal que nasce com o casamento e dissolve-se pela morte de um dos cônjuges, pelo divórcio ou pela anulação do matrimônio."

Como lidar com enteado que não gosta? ›

A psicoterapia pode te ajudar a entender o que a criança representa para você a ponto de sentir ódio. Talvez você se sente mal, porque transfere para criança vários sentimentos que foram adquiridos ao longo do relacionamento e não foram bem resolvidos. A terapia é o caminho para ajudar a lidar com essa situação.

Como lidar com a enteada? ›

Como construir um bom relacionamento com seus enteados
  1. Atente para expectativas irrealistas. ...
  2. Mostre-se aberto. ...
  3. Não tente tomar o lugar do pai/mãe no coração deles. ...
  4. Certifique-se de suportar seu parceiro. ...
  5. Deixe a disciplina com os pais. ...
  6. Não transforme seus enteados em bodes expiatórios. ...
  7. Mantenha-se positivo. ...
  8. Seja persistente.
Jun 13, 2019

O que é uma Boadrasta? ›

Modernas, atenciosas, amigas, divertidas e carinhosas, as boadrastas são a prova de que sempre cabe mais amor na casa e no coração dos pequenos!

O que é o significado de enteada? ›

Filho de uma relação anterior do cônjuge ou companheiro, em relação ao seu padrasto ou madrasta. 2. [Portugal: Trás-os-Montes] Fruto enfezado.

O que o filho do meu marido é meu? ›

Enteado é a pessoa que é filho biológico de um dos cônjuges ou companheiros, normalmente fruto de um relacionamento anterior deste indivíduo. O feminino de enteado é enteada.

O que vem a ser madrasta? ›

Madrasta é aquela que está no lugar da mãe, que casou com o pai e adotou os filhos e mora junto com eles.

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Author: Maia Crooks Jr

Last Updated: 07/26/2022

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